17/01/2012

Cresce número de desaparecidos

O governo encontra dificuldade para quantificar as pessoas desaparecidas em 
todo o Brasil São Paulo O número de casos de desaparecimento de pessoas no
País é muito maior do que estimam o governo e entidades civis organizadas. Um
levantamento inédito, junto a 19 estados, para identificar o tamanho desse problema
revelou números alarmantes: em 2011, uma pessoa desapareceu no Brasil, em média,
a cada 11 minutos. Foram 141 por dia e, ao todo, 51.703 mil casos registrados em
delegacias de polícia. Para as estimativas oficiais, eles seriam cerca de 40 mil por ano.


No próximo mês, o cadastro nacional de pessoas desaparecidas completará dois anos
do seu lançamento e, apesar de todas as promessas feitas pelo governo federal na
época,o sistema, até hoje, não entrou em operação e o Ministério da Justiça sequer 
tem conhecimento de quantos são os casos de crianças e adultos nessa situação.


Para ter uma ideia de como o assunto tem sido tratado pelo governo, a mais recente
iniciativa nessa área ocorreu em 2002, com a criação de um site para divulgar fotos e
dados de desaparecidos. A página não é atualizada há pelo menos dois anos, e hoje tem 
557 casos.


Na esfera estadual o descaso não é diferente. Oito estados não apresentaram dados
sobre esse tipo de ocorrência, revelando uma situação de total descontrole no trato da 
questão.Foram eles: Ceará, Alagoas, Maranhão, Piauí, Rio Grande do Norte, Sergipe, Paraíba 
e Rondônia.


Isso significa que o número de desaparecidos no País é ainda maior do que os 51.703 -
isso sem falar dos casos que não foram registrados.


Estatísticas confiáveis sobre o índice de casos solucionados não existem. Estima-se que
cerca de 80% das pessoas acabam retornando para casa, seja de forma voluntária ou encontradas.


A falta de investigações e de ações integradas dentro dos estados e em âmbito nacional
é apontada por entidades ligadas à causa como o principal entrave para a solução dos
casosmais complicados. Não é raro uma criança que teve seu desaparecimento registrado 
pelafamília na delegacia ficar meses num abrigo público e a polícia desconhecer, mesmo 
assim, oseu paradeiro por não haver troca de informações entre as áreas do governo.
Se o desaparecido deixar seu estado de origem, então, as chances de localização
tornam-se ainda mais reduzidas. Apesar de ter havido um lançamento em fevereiro
de 2010 pelo governo federal do cadastro nacional de pessoas desaparecidas, não
há hoje nenhum sistema integradoe público em funcionamento que possa ajudar 
nas buscas.


Em novembro, o Diário do Nordeste publicou uma série de reportagens mostrando o
cenáriodos desaparecidos no Estado. Na reportagem, segundo dados da Delegacia de 
Combate à Exploração da Criança e do Adolescente (Dececa) em 2011, foi registrado o 
desaparecimento de 75 adolescentes. Além desses jovens, segundo o Centro de 
Referência Especializado de Assistência Social (CREAS) desapareceram 10 adultos e 
um idoso.

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