16/03/2012

:: Segurança Pública :: Polícia Civil oficializa acordo internacional para localização de crianças desaparecidas


A parceria possibilita o compartilhamento de informações e conhecimento para melhor compreender o fenômeno desparecimento
Publicada em 15/3/2012
Atualmente, a Rede Global de Crianças Desaparecidas (GMCN) está presente em 19 países. Foto Divulgação
A Divisão de Referência da Pessoa Desaparecida da Polícia Civil de Minas Gerais formalizou, nesta quarta-feira (14), uma parceira internacional para a investigação e localização de crianças e adolescentes desaparecidos. A parceria com a organização não governamental International Centre for Missing & Exploited Children (ICMEC), ou Centro Internacional para Crianças Desaparecidas e Exploradas traduzido para o português, é representada pela cientista política Katia Dantas.

O acordo foi afirmado devido a excelência dos trabalhos realizados pela divisão e por ser considerado um modelo a ser seguido. O cadastro internacional de crianças e adolescentes desaparecidos já é realizado na unidade policial. Segundo a representante do ICMEC, Kátia Dantas, outras informações serão gradativamente inseridas.

“Atualmente, a Rede Global de Crianças Desaparecidas (GMCN) está presente em 19 países. São eles: África do Sul, Albania, Alemanha, Argentina, Austrália, Bélgica, Brasil, Canadá, Coréia do Sul, Espanha, Estados Unidos, Grécia, Holanda, Irlanda, Itália, México, Nova Zelândia, Romênia e Reino Unido”, esclareceu.

A delegada Cristina Coeli, a frente da delegacia há 11 anos, informou que a partir do cadastro único de pessoas desaparecidas, em 2006, foram solucionados 10.179 casos. Desses, 4.086 são referentes a localização de crianças e adolescentes. A delegada ressaltou dois casos de crianças que desapareceram e foram encontradas com o apoio da sociedade. No primeiro, uma criança desapareceu em Contagem, Região Metropolitana de Belo Horizonte, e com a divulgação pela polícia através da imprensa do retrato falado da sequestradora, foi possível realizar o reencontro com a família. E no outro caso, após a divulgação da polícia, uma denúncia através do 181 indiciou a localização da criança, na época com dois anos.

“A parceria possibilita o compartilhamento de informações e conhecimentos para melhor compreender o fenômeno desparecimento, que nos níveis nacionais e internacionais buscam este entendimento acerca das motivações, causas, consequências, e, sobretudo, na localização das crianças e adolescentes”. A delegada ressaltou ainda que a parceria é fundamental para solucionar os casos de desaparecimentos enigmáticos. Atualmente, a unidade policial tem o registro de 427 crianças e adolescentes desaparecidos em Minas Gerais.

Especialista

Katia é formada em Ciência Política pela Universidade de Brasília, onde também concluiu uma Pós-Graduação Política e Gestão de ONGs e recebeu nota máxima por sua dissertação sobre o papel das ONGs na luta contra o HIV/Aids. Ela também foi agraciada pela Fundação Rotária com uma Bolsa do Rotary pela Paz Mundial (Rotary World Peace Fellowship), que a permitiu obter seu mestrado em Política Internacional de Desenvolvimento pela Duke University.

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