02/07/2012

Acordo prevê identificação de crianças desaparecidas na PB através do DNA


Acordo prevê identificação de crianças desaparecidas na PB através do DNA

12/06/2012 | 08h23min

Um acordo firmado entre a Universidade de Granada, na Espanha, e a Secretaria da Segurança e Defesa Social (Seds) vai tornar a Paraíba o primeiro estado brasileiro a usar exames de DNA para identificar crianças e adolescentes desaparecidos, através do programa DNA-Prokids, implantado hoje em 15 países do mundo. O acordo deverá ser assinado em agosto. Na tarde desta segunda-feira (11), técnicos do Instituto de Polícia Científica (IPC) se reuniram com representantes do Ministério Público Estadual, Polícia Rodoviária Federal (PRF), conselhos tutelares e Ministério Público do Trabalho para apresentar o programa e começar a traçar estratégias de colaboração entre a Secretaria e os órgãos.
Durante a reunião, que aconteceu na Academia de Ensino da Paraíba (IEP), a perita do Laboratório de DNA do IPC, Silvana Araújo, disse que o programa DNA-Prokids será uma valiosa ferramenta de combate ao tráfico internacional de crianças e adolescentes no mundo. Ela explicou que os pais que tiverem filhos desaparecidos no Estado deverão procurar o laboratório para que seus perfis genéticos sejam inseridos em um banco de dados internacional, através do qual a criança ou adolescente poderá ser localizado.
“Neste banco de dados também haverá informações genéticas de crianças recolhidas de situação de risco, vítimas de tráfico internacional, por exemplo, que poderão ser cruzadas com o DNA dos pais que procuram filhos em qualquer lugar do mundo. Outra possibilidade é a de confirmamos o parentesco quando há prováveis pais e filhos juntos”, explicou Silvana, que é doutoranda na Universidade de Granada, onde o projeto foi iniciado em 2004.
Termos do acordo – O diretor do IPC, Humberto Pontes, explicou que a Paraíba não terá custos para a implantação do projeto. “Nossa parte será disponibilizar o Laboratório de DNA do IPC e os nossos peritos, hoje reconhecidos internacionalmente pela qualidade do trabalho desenvolvido”, explicou. À Universidade de Granada caberá a disponibilidade dos kits para a coleta do material para exame e a formação metodológica para coleta e análise, de modo que as informações recolhidas sejam compatíveis com os bancos de dados internacionais do programa.
“Dado este passo, o importante agora é divulgar a iniciativa e traçar estratégias para que esses pais e essas crianças cheguem até o laboratório e possam ter suas informações inseridas no banco de dados”, destacou Pontes. Grupos de trabalho formados por órgãos diretamente envolvidos no combate ao tráfico de crianças e adolescentes serão formados para a definição de estratégias para o bom funcionamento do programa na Paraíba.


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