26/10/2012

Estudo: quase metade de crianças autistas foge de casa nos EUA


Quase 50% das crianças americanas autistas fogem de casa e mais da metade esteve desaparecida tempo suficiente para preocupar os pais, revelou um primeiro estudo sobre este fenômeno publicado esta segunda-feira nos Estados Unidos.
Este comportamento, responsável por muitos acidentes fatais, chega a proporções alarmantes, alertaram os autores deste estudo, realizado com uma amostra de mais de 1,2 mil famílias e publicado na revista americanaPediatrics.
Os autistas que correm o maior risco são aqueles com deterioração intelectual importante, alguns dos quais não respondem quando chamados pelo nome, relatou o autor principal do estudo, Paul Law, do Instituto Kennedy Krieger e diretor da Rede Interativa do Autismo (IAN, na sigla em inglês), a maior rede dos Estados Unidos especializada em pesquisa online sobre o transtorno.
Esta consulta indicou que 49% dos pais de crianças autistas com quatro anos ou mais sofreram pelo menos uma fuga. Para 25% destes pais, seu filho é reportado como desaparecido tempo suficiente para gerar preocupação. Em média, as fugas duram 40 minutos.
Aproximadamente 65% dos pais disseram que os filhos sofreram acidente de trânsito e 24%, afogamento. Os pesquisadores também notaram que 46% dos autistas de quatro a sete anos fugiram - um percentual quatro vezes superior ao de seus irmãos e irmãs que não sofrem do transtorno.
Aos 8 e aos 11 anos, 27% das crianças autistas fugiram alguma vez em comparação com 1% de outras crianças da família. Em um ano, 29% dos pais reportaram que seu filho autista praticou múltiplas tentativas diárias de fugir, enquanto 35% informaram várias tentativas pelo menos uma vez por semana.
A fuga consistia em ir à casa de outra pessoa (74%), ir a uma loja (40%) e à escola (29%). Os pesquisadores afirmaram que é necessário fazer estudos adicionais para determinar se há tipos de fuga que demandem estratégias específicas de prevenção.
O autismo, a síndrome de Asperger e outros transtornos similares são diagnosticados em uma de cada 88 crianças nos Estados Unidos, segundo os Centros para Controle e Prevenção de Doenças (CDCs).

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